{"id":8,"date":"2022-07-22T13:03:46","date_gmt":"2022-07-22T16:03:46","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.multimeios.ufc.br\/marcosrocha\/?p=8"},"modified":"2022-07-22T13:36:41","modified_gmt":"2022-07-22T16:36:41","slug":"um-olhar-historico-sobre-o-papel-da-tecnologias-da-revolucao-industrial-a-revolucao-digital%ef%bf%bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.multimeios.ufc.br\/marcosrocha\/2022\/07\/22\/um-olhar-historico-sobre-o-papel-da-tecnologias-da-revolucao-industrial-a-revolucao-digital%ef%bf%bc\/","title":{"rendered":"UM OLHAR HIST\u00d3RICO SOBRE O PAPEL DAS TECNOLOGIAS: DA REVOLU\u00c7\u00c3O INDUSTRIAL  \u00c0 REVOLU\u00c7\u00c3O DIGITAL"},"content":{"rendered":"\n<p>Artigo apresentado a Disciplina de Educa\u00e7\u00e3o Brasileira &#8211; FACED &#8211; UFC &#8211; PPGE<\/p>\n\n\n\n<p>Antonia Lis de Maria&nbsp; Martins Torres<\/p>\n\n\n\n<p>Sinara Socorro Duarte Rocha<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna Rafaela Ara\u00fajo da Silva<\/p>\n\n\n\n<p>Marcos Antonio Rocha de Lima<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo deste ensaio foi compreender o papel das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o pelas quatro revolu\u00e7\u00f5es industriais. O estudo tem como seguinte quest\u00e3o problema: Qual o papel das tecnologias para a evolu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o? Caracteriza-se como um estudo bibliogr\u00e1fico e descritivo, com abordagem qualitativa. Quanto ao seu objetivo, almeja compreender o papel das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o desde as sociedades primitivas at\u00e9 a contemporaneidade. A an\u00e1lise desse contexto hist\u00f3rico mostrou que a educa\u00e7\u00e3o e o uso de recursos tecnol\u00f3gicos evoluem conforme as necessidades da sociedade e as culturas, sendo o papel das tecnologias atrelados \u00e0s demandas sociais. Independentemente do tempo, as necessidades se transformam, mas o papel das tecnologias ainda \u00e9 proporcionar uma melhor qualidade de vida. Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil ainda n\u00e3o acompanha esse desenvolvimento tecnol\u00f3gico sendo a escola brasileira um subproduto do industrialismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave: <\/strong>Hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o. Tecnologias. Educa\u00e7\u00e3o Brasileira. Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo \u00e9 um ensaio sobre a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, enfocando o papel das tecnologias desde a primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial at\u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o digital tendo como objetivo refletir sobre a import\u00e2ncia das tecnologias ao longo da hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, destacando o papel docente desde as sociedades primitivas at\u00e9 a contemporaneidade. Nesse sentido, este ensaio busca responder a seguinte quest\u00e3o problema:&nbsp; qual o papel da tecnologia e como esta pode influenciar a pr\u00e1tica docente do ponto de vista hist\u00f3rico?<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia foi a pesquisa do tipo qualitativa, com coleta de dados bibliogr\u00e1fica, com aporte de autores que versam sobre a rela\u00e7\u00e3o educa\u00e7\u00e3o e tecnologia (GIL, 2008). A pesquisa qualitativa envolve uma abordagem interpretativa do mundo, o que significa que seus pesquisadores estudam as coisas em seus cen\u00e1rios naturais. Ainda, segundo Gil (2008), por pesquisa bibliogr\u00e1fica, entende-se a leitura, a an\u00e1lise e a interpreta\u00e7\u00e3o&nbsp; de fontes secund\u00e1rias, ou seja, livros, artigos que j\u00e1 foram publicados na literatura trazendo sobre a tem\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente \u00e9 apresentado a educa\u00e7\u00e3o desde as sociedades primitivas at\u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o 4.0, doravante, denominada digital e suas repercuss\u00f5es para a sala de aula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2 A educa\u00e7\u00e3o desde as sociedades primitivas \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Industrial 1.0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na contemporaneidade, as sociedades ocidentais s\u00e3o caracterizadas pelo grande desenvolvimento e incorpora\u00e7\u00e3o da tecnologia digital de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o (TDIC), no cotidiano. \u00c9 dif\u00edcil o mundo e a sociedade, sem os benef\u00edcios da tecnologia digital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente \u00e9 oportuno esclarecer o significado do termo tecnologia digital. Etimologicamente, a palavra tecnologia vem do grego &#8220;<em>tekhne<\/em>&#8220;, significando &#8220;t\u00e9cnica, arte, of\u00edcio&#8221;, juntamente com o sufixo &#8220;<em>logia<\/em>&#8220;, que indica estudo e conhecimento. Muitas vezes associada a ferramenta, o termo contempla uma defini\u00e7\u00e3o mais complexa, portanto, a tecnologia seria \u201co conjunto de processos, m\u00e9todos, t\u00e9cnicas e ferramentas relativas a uma \u00e1rea do conhecimento humano em diferentes \u00e1reas.\u201d (MICHAELIS, 2020, <em>online<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Para L\u00e9vy (1999, p. 20), \u201ctecnologia \u00e9 o produto de uma sociedade e de uma cultura.\u201d Seria, portanto, tudo aquilo que foi produzido pelo conhecimento humano, criado e utilizado de forma a satisfazer as necessidades humanas. Desta forma, tudo que vem do ser humano \u00e9 tecnologia, enquanto tudo que vem da natureza \u00e9 natural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A linguagem, a t\u00e9cnica de fazer fogo, roupas, \u00f3culos, alimentos, rel\u00f3gios, calend\u00e1rio, muitas s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es humanas. Na educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria diferente. O l\u00e1pis, o giz, o papel, o livro did\u00e1tico, o projetor s\u00e3o exemplos de tecnologia que inicialmente n\u00e3o foram projetadas para o meio educacional, mas que foram adaptadas para esse fim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o termo digital vem do latim <em>digitus<\/em> que significa dedos, ou seja, \u00e9 tudo que pode ser contado pelo sistema decimal. Tecnologia digital seria tudo aquilo que pode ser transformado em linguagem bin\u00e1ria (0 e 1) de computador, como afirma Ribeiro (2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto \u00e9 oportuno lembrar que a ado\u00e7\u00e3o de determinada tecnologia educacional depende mais do contexto hist\u00f3rico-social, do que propriamente da vontade pessoal de uma comunidade ou indiv\u00edduo. As sociedades primitivas, por exemplo, eram agr\u00e1fas, ou seja, n\u00e3o faziam uso de alfabeto, apenas da oralidade, pois o modo de produ\u00e7\u00e3o era o comunismo primitivo. Tudo que era coletado era dividido e imediatamente consumido entre o grupo social, n\u00e3o havia sobras nem excessos. A tecnologia se resumia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ferramentas rudimentares, feitos com objetivo de subsist\u00eancia e defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o surgimento da escrita na Antiguidade, nossa sociedade foi aos poucos tornando-se gr\u00e1fica. A tecnologia evoluiu da manufatura para a tecelagem enquanto que as t\u00e9cnicas agr\u00edcolas e de pecu\u00e1ria nos tornaram sedent\u00e1rios. Nesse per\u00edodo, o trabalho era baseado na aptid\u00e3o f\u00edsica e a capacidade de produ\u00e7\u00e3o inicial era bastante limitada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca respondeu \u00e0s necessidades da sociedade agr\u00edcola, sendo, portanto, de cunho familiar-tutorial, ou seja, repassada de pai para filho. As crian\u00e7as aprendiam com os pr\u00f3prios pais o of\u00edcio. No Brasil, no per\u00edodo pr\u00e9-cabralino, n\u00e3o era diferente. Nosso pa\u00eds era habitado por uma diversidade de povos e l\u00ednguas. A educa\u00e7\u00e3o ocorria dentro das aldeias, de forma coletiva e para o bem de todos. A tecnologia existente era o dom\u00ednio do fogo, as t\u00e9cnicas de ca\u00e7a e culin\u00e1ria que variavam de aldeia para aldeias com objetivo de subsist\u00eancia. A chegada dos portugueses e a revolu\u00e7\u00e3o industrial ocorrida originalmente na Europa vai modificar esse contexto educacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es da natureza e o surgimento de novas tecnologias foram ficando mais intensas levando a Europa, com destaque para a Inglaterra no final do s\u00e9culo XVIII a se tornar uma grande pot\u00eancia e modificar o modo de produ\u00e7\u00e3o e consequentemente a sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XIX, ocorreu a primeira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, tamb\u00e9m denominada de Ind\u00fastria 1.0, gra\u00e7as \u00e0 inven\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas movidas \u00e0 calor e, n\u00e3o mais \u00e0 for\u00e7a humana e sua aplica\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria.&nbsp; Aproveitando a energia do carv\u00e3o mineral e do vapor a sociedade tornou-se cada vez mais consumista, aumentando a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias e modificando nossa forma de se transportar. \u00c9 o surgimento de trens e carros ampliando a possibilidade de translados mais r\u00e1pidos de pessoas e mercadorias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o in\u00edcio da urbaniza\u00e7\u00e3o das cidades, demandando da sociedade, um local para instru\u00e7\u00e3o da grande massa de trabalhadores advinda das zonas rurais: nasce o modelo de escola, baseado nas f\u00e1bricas (SAVIANI, 1986).&nbsp; Tem-se ent\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o 1.0, destinada aos mais abastados onde os recursos did\u00e1ticos dispon\u00edveis eram escassos como lousas e giz predominando a oralidade, o prest\u00edgio e a eloqu\u00eancia do mestre como autoridade m\u00e1xima e detentor do conhecimento, o aluno era visto como ser passivo que deveria ser obediente \u00e0s normas vigentes na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a revolu\u00e7\u00e3o industrial chegou de forma tardia, ocorrendo de forma diferente do modelo europeu, visto que o capital e a tecnologia foram importados de empresas estrangeiras. Nesse per\u00edodo, estudar era um privil\u00e9gio destinado \u00e0s classes altas como os filhos dos senhores de engenho, ou seja, aqueles que n\u00e3o tinham necessidade de trabalhar para garantir sua sobreviv\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com as Capitanias Heredit\u00e1rias houve a migra\u00e7\u00e3o de um pequeno contingente de portugueses para o Brasil, fazendo surgir uma nova classe social: a pequena burguesia brasileira. A necessidade de controle de bens e mercadorias, \u201cpor ordem\u201d da col\u00f4nia nas cidades, surgiu nas escolas de primeiras letras (1827-1890) para os filhos dos portugueses. Escravos, negros mesmo alforriados, mulheres, ind\u00edgenas e estrangeiros, brancos empobrecidos era negado o acesso a escolariza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo colonial, aliado aos interesses financeiros haviam tamb\u00e9m os interesses religiosos de moralizar a popula\u00e7\u00e3o de \u201cdesvalidos\u201d e gentios fazendo com que a Igreja Cat\u00f3lica&nbsp; tivesse o monop\u00f3lio da educa\u00e7\u00e3o, principalmente no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica se baseava na moral crist\u00e3 europeia do <em>Ratio Studiorum, <\/em>ou seja, na forte disciplina e na doutrina\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica al\u00e9m do ensino das primeiras letras. Nesse per\u00edodo a educa\u00e7\u00e3o era destinada \u00e0 nobreza, com forte influ\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica predominando a corrente liberal tradicional (LIB\u00c2NEO, 2010). Nesse modelo a rela\u00e7\u00e3o professor e aluno \u00e9 hierarquizada, no qual adulto \u00e9 superior que ensina ao inferior (aluno), tido como \u201ct\u00e1bula rasa\u201d, uma folha de papel em branco, que aprende mediante a instru\u00e7\u00e3o e em clima de forte disciplina, ordem, sil\u00eancio e obedi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos valores vigentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ascens\u00e3o para o imp\u00e9rio, pouco mudou a realidade educacional brasileira. A educa\u00e7\u00e3o continou nas m\u00e3os das elites e a escravid\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o era um neg\u00f3cio lucrativo, dado o crescimento do movimento abolicionista que perdurou at\u00e9 as v\u00e9speras da Rep\u00fablica em 1888.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Saviani (2010) a primeira legisla\u00e7\u00e3o educacional data de 15 de novembro de 1827, a qual determinava a cria\u00e7\u00e3o de Escolas de Primeiras Letras, a qual deveria ser implantada em cidades, vilas e locais populosos O m\u00e9todo adotado deveria ser o ensino m\u00fatuo de Lancaster. O conte\u00fado a ser oferecido pelos professores deveria ser leitura e escrita, opera\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de aritm\u00e9tica, gram\u00e1tica nacional e os princ\u00edpios da moral crist\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ado\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo Lancaster, oficializado pelo ato imperial de 1827, esperava-se difundir o ensino prim\u00e1rio, rapidamente a baixo custo. Ao final deste per\u00edodo, Saviani (2010) reitera a inefici\u00eancia desse m\u00e9todo no no s\u00e9culo XIX,&nbsp; devido ao despreparo e pouca dedica\u00e7\u00e3o dos professores, baixa remunera\u00e7\u00e3o,&nbsp; aus\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte das autoridades de ensino e sobretudo a pr\u00e1tica inadequada do ensino m\u00fatuo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente no Brasil a forma\u00e7\u00e3o de professores ocorria nas chamadas Escolas Normais que era destinada ao p\u00fablico masculino. A primeira escola normal foi criada em Niter\u00f3i (RJ) em 1835, Bahia (1836), no Cear\u00e1 (1844). Tais institui\u00e7\u00f5es de ensino nascem com o intuito de disseminar interesses da elite conservadora no Brasil com pouca preocupa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. O intento das elites era \u201cdomesticar\u201d a popula\u00e7\u00e3o segundo Sobral, Araujo e Gon\u00e7alves (2019, p.448), pois \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo Lancaster imposto pelos conservadores para os&nbsp; normalistas, nos traz ind\u00edcios da falta de compromisso com a instru\u00e7\u00e3o do povo, pois esse m\u00e9todo foi bastante criticado por sua \u00eanfase em h\u00e1bitos disciplinares e de hierarquia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos eram os recursos tecnol\u00f3gicos nas escolas, predominando unicamente a oralidade e em casos raros, o livro did\u00e1tico, que era item exclusivo do professor. Quanto \u00e0 metodologia, predominava a educa\u00e7\u00e3o tradicional, com o professor como \u00fanico detentor do conhecimento, a valoriza\u00e7\u00e3o da memoriza\u00e7\u00e3o e da disciplina r\u00edgida nas escolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9culo XX traz consigo novos desafios, entre eles, a necessidade de industrializa\u00e7\u00e3o da economia e um novo regime de governo: a Rep\u00fablica, que ir\u00e1 impactar a forma\u00e7\u00e3o de professores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 A Educa\u00e7\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial 2.0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, tamb\u00e9m chamada de ind\u00fastria 2.0, marca o in\u00edcio do s\u00e9culo XX com o advento de novos recursos energ\u00e9ticos como petr\u00f3leo e eletricidade para uso residencial e industrial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo ao surgimento de novas fontes de energia, temos o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, principalmente dos meios de comunica\u00e7\u00e3o como o telefone, o r\u00e1dio e a televis\u00e3o disseminando o modelo econ\u00f4mico capitalista vigente para o resto do mundo. \u00c9 o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o em massa e das linhas de montagem que v\u00e3o influenciar diretamente o modelo de escola (SAVIANI, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>A crescente industrializa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Segunda Grande Guerra Mundial influencia a defesa de uma educa\u00e7\u00e3o tecnicista. A escola \u00e9 idealizada no modelo taylorista-fordista caracterizada pela possibilidade de homogeneizar a sociedade, com um \u00fanico professor a ensinar dezenas de alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem, respondendo \u00e0s necessidades do mercado de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo era adequar-se \u00e0s exig\u00eancias da sociedade industrial, formando m\u00e3o de obra eficiente e acr\u00edtica. Bianchetti e Palangana (2000, p.43) aclaram que \u201c[&#8230;] a prepara\u00e7\u00e3o para o trabalho surge pois como o seu principal objetivo, enquanto a quest\u00e3o do conhecimento permanece relegada para um plano secund\u00e1rio\u201d. Neste modelo pedag\u00f3gico, a escola adota os mesmos elementos de gerenciamento fabril. Algumas caracter\u00edsticas s\u00e3o \u201ca hierarquiza\u00e7\u00e3o de autoridade, centraliza\u00e7\u00e3o do poder, leis mais r\u00edgidas, parcelamento do trabalho, especializa\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o entre o trabalho de planejamento e execu\u00e7\u00e3o, dentre outras\u201d (CAVALCANTI, HOLANDA, TORRES, 2018, p.4). O professor \u00e9 o especialista, o elo entre os conhecimentos cient\u00edficos, tornando-se o \u201ct\u00e9cnico\u201d respons\u00e1vel pela efici\u00eancia do ensino enquanto o aluno \u00e9 passivo, por meio do \u201caprender a fazer\u201d, pois o foco \u00e9 a t\u00e9cnica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Saviani (2010) durante o Regime Militar, nos anos de 1960, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o brasileiro (MEC) firmou conv\u00eanios com a United States Agency for International Development (USAID) com o intuito de garantir assist\u00eancia t\u00e9cnica e coopera\u00e7\u00e3o financeira \u00e0 educa\u00e7\u00e3o brasileira. Esses acordos objetivam mudan\u00e7as no sistema educacional brasileiro, desde o ent\u00e3o ensino prim\u00e1rio, atual fundamental, at\u00e9 o n\u00edvel superior. Inicialmente reformou-se o n\u00edvel superior, por meio da Lei n\u00ba 5.540\/68. Em seguida, os ensinos prim\u00e1rio e secund\u00e1rio agora s\u00e3o unificados em 1\u00b0 grau pela Lei n\u00ba 5.692\/71. O gin\u00e1sio se torna 2\u00b0 grau antes dividido em cl\u00e1ssico, cient\u00edfico e normal, que agora recebe uma nova nomenclatura habilita\u00e7\u00e3o para o magist\u00e9rio formando docentes para a doc\u00eancia nos anos iniciais do 1\u00b0 grau.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil somente nos anos 1970 do s\u00e9culo XX esse modelo de escolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 adotado. O modelo brasileiros ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o profissional implementado no per\u00edodo ditatorial tinham um cunho dualista, isto \u00e9, com vi\u00e9s profissionalizante para a classe trabalhadora e proped\u00eautica para as elites que deveriam gerir o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na era fabril, surge a educa\u00e7\u00e3o 2.0, ou seja, torna-se um ideal coletivo, de ensino das massas de trabalhadores e escolas de ensino profissional. No que diz respeito aos recursos tecnol\u00f3gicos surgem, canetas, l\u00e1pis de desenho, livros did\u00e1ticos, enciclop\u00e9dias, \u00e1lbum seriados recheadas de ilustra\u00e7\u00f5es, mapas, dicion\u00e1rios, r\u00e9guas, calculadoras, aparelhos toca fitas, r\u00e1dios, televis\u00e3o, videocassetes, parab\u00f3licas, dentre outros, al\u00e9m de novos espa\u00e7os escolares como laborat\u00f3rios de ci\u00eancias, bibliotecas e salas de mecanografia com m\u00e1quinas de escrever, mime\u00f3grafos, uma esp\u00e9cie de copiadora, tudo para facilitar a aprendizagem.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo surgem novos debates acerca do papel da escola e do professor com tend\u00eancias progressistas de cunho libertadora (FREIRE, 1991) e cr\u00edtico-social (SAVIANI, 1986), focadas nos interesses discentes e na realidade social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os anos 80 juntamente com novos ares de redemocratiza\u00e7\u00e3o contribu\u00edram para a mudan\u00e7a na pol\u00edtica e na educa\u00e7\u00e3o nacional. A d\u00e9cada de 1990 marcou o avan\u00e7o do neoliberalismo no Brasil e no mundo, influenciando uma nova LDB (93941 de 1996) tornando a exig\u00eancia de ensino superior para todos os professores. A proximidade com o novo mil\u00eanio e o acesso \u00e0s tecnologias emergentes como computadores evoluem cada vez mais r\u00e1pido, dando lugar&nbsp; a inform\u00e1tica e consequentemente a terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial: 3.0&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4 Educa\u00e7\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial 3.0 e o papel das tecnologia&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial, ou ind\u00fastria 3.0, surge no final do s\u00e9culo XX com o advento de computadores e, obviamente, o nascimento da Internet. Na sociedade globalizada h\u00e1 o aumento da produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, surgimento de blocos econ\u00f4micos e redu\u00e7\u00e3o de custos pela explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra barata em pa\u00edses subdesenvolvidos, localizados na \u00c1sia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra caracter\u00edstica desse per\u00edodo \u00e9 o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, bem como seu manuseio e compartilhamento, al\u00e9m do aumento da concorr\u00eancia profissional e a valoriza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra qualificada, diante de uma nova demanda: a chegada da rob\u00f3tica e da automa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Surge a educa\u00e7\u00e3o 3.0 ainda mais voltada para o mercado de trabalho e a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra. Novos recursos did\u00e1ticos s\u00e3o adicionados a sala de aula, cada vez mais tecnol\u00f3gicos, como o computador, os projetores e os softwares educativos. O professor deixa de usar a m\u00e1quina de escrever dando lugar ao editor de texto, no lugar de transpar\u00eancias, os slides em telas de projetores. No lugar das fitas cassetes, v\u00eddeos no You Tube. No lugar de pesquisas na biblioteca, acesso \u00e0 internet. \u00c9 a chegada dos laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica Educativa (LIES) nas escolas, uma forma de fazer a inclus\u00e3o digital, agora,uma necessidade do mundo do trabalho, afinal n\u00e3o ser alfabetizado digital compromete o futuro do estudante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rocha (2009, 2013) o uso do computador como ferramenta pedag\u00f3gica \u00e9 um privil\u00e9gio advindo da Inform\u00e1tica Educativa, auxiliando na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Nessa perspectiva o computador deve ser usado como um meio de suporte \u00e0 aprendizagem a partir de uma reformula\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XX, h\u00e1 um crescimento acelerado de cursos superiores na modalidade a dist\u00e2ncia e cursos presenciais com carga hor\u00e1ria online, os chamados semipresenciais, inicialmente na rede privada, posteriormente na rede p\u00fablica por meio de programas espec\u00edficos como a Universidade Aberta do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A chegada do novo mil\u00eanio traz em jogo a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o mais preocupada com a integra\u00e7\u00e3o teoria-pr\u00e1tica com foco em metodologias cada vez mais interativas.&nbsp; No que diz respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o docente, em 2002 foram promulgadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Forma\u00e7\u00e3o de Professores &#8211; CNE\/CP 01\/2020. Fica evidente a preocupa\u00e7\u00e3o com os conte\u00fados pedag\u00f3gicos espec\u00edficos da doc\u00eancia como educa\u00e7\u00e3o especial, educa\u00e7\u00e3o etno-racial, direitos humanos, educa\u00e7\u00e3o ambiental. O professor \u00e9 mais que um especialista em conte\u00fados, uma cr\u00edtica direta ao modelo anterior da racionalidade t\u00e9cnica, exemplificado pela forma\u00e7\u00e3o \u201c3+1\u201d .&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas licenciaturas s\u00e3o cada vez mais valorizadas as dimens\u00f5es ensino, pesquisa e extens\u00e3o que devem ser desenvolvidos por meio da reflex\u00e3o sobre a pr\u00e1tica aumentando consideravelmente a carga hor\u00e1ria de forma\u00e7\u00e3o docente, a saber: por 400 horas de Pr\u00e1tica como Componente Curricular (PCC), 400 horas de est\u00e1gio curricular supervisionado, 1800 horas de aulas para os conte\u00fados curriculares de natureza cient\u00edfico-cultural e 200 horas para outras formas de atividades acad\u00eamico-cient\u00edfico-culturais..<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente foi aprovada a Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CP 2\/2019 que \u201cdefine as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Forma\u00e7\u00e3o Inicial de Professores para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica\u201d instituindo a Base Nacional Comum para a Forma\u00e7\u00e3o Inicial de Professores (BNC-Forma\u00e7\u00e3o). O documento refor\u00e7a o car\u00e1ter de articula\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica na forma\u00e7\u00e3o, prop\u00f5e a adequa\u00e7\u00e3o dos cursos \u00e0 Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A BNCC (2018) \u00e9 o documento normativo de refer\u00eancia que orienta o curr\u00edculo escolar das escolas brasileiras definindo as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver, sendo organizada por meio de habilidades e compet\u00eancias que devem ser estimuladas ao longo da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Ao definir os fundamentos pedag\u00f3gicos apresenta 10 compet\u00eancias gerais que devem ser orientados os curr\u00edculos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a saber: Conhecimento, Pensamento Cient\u00edfico, Cr\u00edtico e Criativo, Repert\u00f3rio Cultural, Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura Digital, Trabalho e Projeto de Vida, Argumenta\u00e7\u00e3o, Autoconhecimento e Autocuidado, Empatia e Coopera\u00e7\u00e3o e por fim Responsabilidade e Cidadania.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 02, de 22 de dezembro de 2017, aprovada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE), institui e orienta a implanta\u00e7\u00e3o da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Pode-se observar uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento de compet\u00eancias pessoais, sociais e profissionais necess\u00e1rias para a atua\u00e7\u00e3o docente. Especificamente se destacam as compet\u00eancias 4 e 5, que apontam o papel fundamental da tecnologia na forma\u00e7\u00e3o do educando:<\/p>\n\n\n\n<p>4.<strong>Comunica\u00e7\u00e3o \u2014<\/strong>&nbsp;Utilizar diferentes linguagens \u2013 verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e <strong>digital<\/strong> \u2013, bem como conhecimentos das linguagens art\u00edstica, matem\u00e1tica e cient\u00edfica, para se expressar e partilhar informa\u00e7\u00f5es, experi\u00eancias, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento m\u00fatuo.<br><strong>5.Cultura Digital \u2014<\/strong>&nbsp;Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o de forma cr\u00edtica, significativa, reflexiva e \u00e9tica nas diversas pr\u00e1ticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informa\u00e7\u00f5es, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. (BRASIL, 2018, p.13)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O aluno deve ser capaz de compreender o impacto da cultura digital na vida pessoal e na sociedade, fazendo uso consciente e \u00e9tico da tecnologia para se comunicar em diferentes linguagens. As demais compet\u00eancias embora n\u00e3o citem de forma diretamente o digital, a mesma se faz necess\u00e1ria para sua efetiva\u00e7\u00e3o. A cultura digital aparece de forma transversalizada em diferentes componentes curriculares n\u00e3o estando atrelada a uma disciplina espec\u00edfica o que pressup\u00f5e sua obrigatoriedade nos curr\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o docente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial 4.0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos no ano de 2020 com tecnologias m\u00f3veis conectadas \u00e0 internet sem fio gerando intensas mudan\u00e7as sociais e nas formas de aprender. Pa\u00edses como Jap\u00e3o, China e Alemanha j\u00e1 adotam em seus processos educativos conceitos ligados \u00e0 rob\u00f3tica e a computa\u00e7\u00e3o em nuvem no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 chegada a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, ou melhor, a ind\u00fastria 4.0, termo inventado pelos alem\u00e3es em 2011, para se referir \u00e0s f\u00e1bricas inteligentes e \u00e0s tecnologias emergentes que adotam intelig\u00eancia artificial (IA) e a rob\u00f3tica em processos de fabrica\u00e7\u00e3o. \u00c9 o mundo real se conectando cada vez mais com o mundo virtual, se misturando em uma nova realidade, permitindo a<strong> <\/strong>fus\u00e3o dos mundos f\u00edsico, digital e biol\u00f3gico. A fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica deixa de ser imagina\u00e7\u00e3o para se tornar realidade. S\u00e3o exemplos dessas inova\u00e7\u00f5es: a realidade aumentada, a IoT \u2013 Internet das Coisas, a Big Data, a Manufatura Auditiva (MA), a Computa\u00e7\u00e3o em nuvem, a Biologia Sint\u00e9tica, a neurotecnologia e os Sistemas Ciber F\u00edsicos (CPS) dentre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio se agrava quando mencionamos o mercado de trabalho, ampliando a defasagem entre o que \u00e9 ensinado na escola e o que \u00e9 esperado nas empresas que migram rapidamente para o virtual. Atr\u00e1s da aparente inoc\u00eancia da tela de um celular h\u00e1 um potencial incalcul\u00e1vel de oferta de produtos e servi\u00e7os aliado a uma infinidade de recursos para comunica\u00e7\u00e3o em rede. Vivemos sob um novo signo: da cultura digital. Estamos nos tornando seres h\u00edbridos, convivendo nem sempre pacificamente em dois habitats, o virtual e o real, produzindo um novo tipo de cultura: a cibercultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Num mundo cada vez mais cibern\u00e9tico, redes neurais de aprendizagem artificial&nbsp; como <em>Learning<\/em> <em>Machine <\/em>(aprendizagem<em> <\/em>de m\u00e1quina) e <em>Deep<\/em> <em>Learning <\/em>(aprendizagem profunda), formas avan\u00e7adas de programa\u00e7\u00e3o tomam corpo. De forma simplista, uma aprendizagem de m\u00e1quina ocorre de forma aut\u00f4noma, no qual algoritmos que s\u00e3o capazes de fazer predi\u00e7\u00f5es permitindo que objetos f\u00edsicos sejam conectados \u00e0 rede mundial de computadores e coletem padr\u00f5es de forma remota, personalizando o mundo f\u00edsico e o digital. As recomenda\u00e7\u00f5es da Netflix, plataforma virtual de filmes e as dicas de compras do Google s\u00e3o exemplos dessa pr\u00e1tica. Ainda \u00e9 cedo para prever todos os impactos desta quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial diretamente na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o 4.0 se baseia no princ\u00edpio que a aprendizagem deve ser focada no <em>Learning by doing, <\/em>ou seja, aprendizagem por experimenta\u00e7\u00e3o. Autores contempor\u00e2neos como Bachic e Moran (2018), Filatro e Cavalcanti (2020), Borges Neto (2017), Mill (2013) t\u00eam demonstrado que as nossas escolas carecem de uma educa\u00e7\u00e3o inovadora, ou seja, o aluno n\u00e3o mais um ser passivo mas como protagonista e pesquisador de sua aprendizagem, as chamadas metodologias inovativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de metodologias ativas n\u00e3o \u00e9 novidade, surgiram no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com os ideais&nbsp; da Escola Nova (1930) focados no pragmatismo de Dewey (1916) e no interesse do aluno em aprender por descobertas e experimenta\u00e7\u00e3o de Kolb (1984). A aprendizagem \u00e9 estimulada por meio da reflex\u00e3o, das experi\u00eancias, pesquisas, projetos e atividades significativas pautadas na autonomia e criatividade discente. Como diz Moran (2017, p.38): \u201ca aprendizagem ativa aumenta a nossa flexibilidade cognitiva, que \u00e9 a capacidade de alternar e realizar diferentes tarefas, opera\u00e7\u00f5es mentais ou objetivos e de adaptar-nos a situa\u00e7\u00f5es inesperadas, superando modelos mentais r\u00edgidos e automatismos pouco eficientes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 oportuno comentar que no cen\u00e1rio local, a pedagogia \u201cm\u00e3o no bolso\u201d, um dos princ\u00edpios&nbsp; da Sequ\u00eancia Fedathi, propostas pelo educador brasileiro Borges Neto (2017)em meados da d\u00e9cada de&nbsp; 80,&nbsp; j\u00e1&nbsp; sugeria esse modelo de educa\u00e7\u00e3o voltado para o aprender, por meio da mudan\u00e7a da postura docente, da reflex\u00e3o sobre a a\u00e7\u00e3o e do protagonismo discente.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o diversos os modelos de metodologias ativas dispon\u00edveis, entre as quais a problematiza\u00e7\u00e3o, a aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos, ensino h\u00edbrido, sala de aula invertida, dentre outras. O sucesso de qualquer uma delas, no entanto, depende de uma radical mudan\u00e7a na atua\u00e7\u00e3o do professor em sala de aula, em que o professor torna-se mediador do processo de ensino e aprendizagem. H\u00e1 a necessidade de se repensar os modelos pedag\u00f3gicos vigentes buscando a reflex\u00e3o e que demanda abertura e flexibilidade de curr\u00edculos, superando a ideia de que ensinar \u00e9 transferir conhecimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especula-se a exist\u00eancia de uma quinta gera\u00e7\u00e3o futuramente onde a aprendizagem seja imersiva, os chamados metaversos, um mundo virtual onde o indiv\u00edduo poderia replicar as mesmas experi\u00eancias do mundo real. Para Claro (2022, p.1) o metaverso, portanto, \u00e9 \u201ca jun\u00e7\u00e3o da realidade aumentada com a virtual, combinando o mundo digital com o material, e tudo nele acontece em tempo real.\u201d Para o autor, o conceito de metaverso n\u00e3o \u00e9 algo novo. Existem ambientes virtuais nos quais \u00e9 poss\u00edvel, al\u00e9m de jogar, interagir com outros usu\u00e1rios, socializar, assistir a shows, ir a exposi\u00e7\u00f5es, entre outros. Os usu\u00e1rios s\u00e3o representados por avatares, que podem ter caracter\u00edsticas f\u00edsicas semelhantes aos do usu\u00e1rio na vida real ou podem representar algum personagem fict\u00edcio, como um monstro ou uma fada, por exemplo. Na educa\u00e7\u00e3o esse conceito ainda \u00e9 pouco explorado, mas apresenta in\u00fameras possibilidades para o amanh\u00e3. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo teve como objetivo geral refletir sobre a import\u00e2ncia das tecnologias ao longo da hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, destacando o papel docente desde as sociedades primitivas at\u00e9 a contemporaneidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo dessa premissa, as evid\u00eancias hist\u00f3ricas apresentadas neste artigo, aclaram as mudan\u00e7as ocorridas nas sociedades no que diz respeito ao uso de recursos tecnol\u00f3gicos no cotidiano, que outrora em seus prim\u00f3rdios eram usados apenas para resolver problemas do dia a dia passando posteriormente a integrar o contexto educacional, onde permanece no per\u00edodo atual e tem-se a perspectiva de que novas gera\u00e7\u00f5es continuem a inovar. Com o intento de compreender o papel das tecnologias na educa\u00e7\u00e3o, essa pesquisa foi desenvolvida baseada em materiais j\u00e1 elaborados, classificando-se como bibliogr\u00e1fica, e explorat\u00f3ria quanto ao seu objetivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apartir das reflex\u00f5es deste ensaio conclu\u00edmos que embora a Hist\u00f3ria nos ensine que as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas andam de m\u00e3os dadas com as revolu\u00e7\u00f5es sociais, a maioria das salas de aula brasileiras ainda n\u00e3o acompanharam esse desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Nossa escola atual \u00e9 um subproduto do industrialismo, idealizada na concep\u00e7\u00e3o da linha de montagem da primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial, e portanto, estamos atrasados h\u00e1 quase um s\u00e9culo, pois ainda n\u00e3o resolvemos problemas b\u00e1sicos como o acesso universal \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o e o acesso a Internet de qualidade nas escolas brasileiras. Poucas conseguiram desenvolver de fato, uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o 4.0\u201d voltada para inova\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o da tecnologia nos curr\u00edculos escolares. A desigualdade social agora \u00e9 alimentada por um novo dado: o acesso \u00e0 tecnologia educacional digital de qualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia de Covid-19 (2020-2021) deixou isso bem claro o grande fosso entre as escolas p\u00fablicas e privadas, ao mostrar o despreparo para lidar com as quest\u00f5es ligadas \u00e0 tecnologia educacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se afirmar que, a an\u00e1lise desse contexto hist\u00f3rico mostrou que a educa\u00e7\u00e3o e o uso de recursos tecnol\u00f3gicos evoluem conforme as necessidades da sociedade, sendo o papel das tecnologias atrelados \u00e0s demandas sociais. Independentemente do tempo, as necessidades mudam mas o papel das tecnologias ainda \u00e9 proporcionar uma melhor qualidade de vida. Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil ainda n\u00e3o acompanha esse desenvolvimento tecnol\u00f3gico sendo a escola brasileira um subproduto do industrialismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BACICH, Lilian; MORAN, Jos\u00e9. <strong>Metodologias ativas para uma educa\u00e7\u00e3o inovadora: uma abordagem te\u00f3rico-pr\u00e1tica<\/strong>. Penso Editora, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>BIANCHETTI, L.; PALANGANA, I. Sobre a Rela\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica entre Escola e Sistema Produtivo: Desafios Qualificacionais.&nbsp;<strong>Boletim T\u00e9cnico do Senac,<\/strong> v. 26, n.2, p.40-51, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>BLOOM, B. S. et al. <strong>Taxonomy of educational objectives.<\/strong> New York: David Mckay, 1956, 262. p.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BORGES NETO, H. <strong>Sequ\u00eancia Fedathi al\u00e9m das ci\u00eancias duras<\/strong>. Curitiba: CRV, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <strong>Base Nacional Comum Curricular. <\/strong>2018. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/basenacional comum.mec.gov.br\/&gt; Acesso 10.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <strong>Lei 5540 de 1968<\/strong>. Fixa normas de organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento do ensino superior e sua articula\u00e7\u00e3o com a escola m\u00e9dia, e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1960-1969\/lei-5540-28-novembro-1968-359201-publicacaooriginal-1-pl.html&gt; Acesso em 16.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL, <strong>Lei 5692 de 1971<\/strong>. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1\u00b0 e 2\u00ba graus, e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/presrepublica.jusbrasil.com.br\/legislacao\/128525\/lei-de- diretrizes-e-base-de-1971-lei-5692-71&gt; Acesso em 16.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL, <strong>Lei 9394 de 1996<\/strong>. Estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional. Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9394.htm&gt; Acesso em 17.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O CNE\/CP N\u00ba 1, DE 27 DE OUTUBRO DE 2020. <\/strong>Disp\u00f5e sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Forma\u00e7\u00e3o Continuada de Professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e institui a Base Nacional Comum para a Forma\u00e7\u00e3o Continuada de Professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (BNC-Forma\u00e7\u00e3o Continuada). Acesso em &lt;https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/ dou\/-\/resolucao-cne\/cp-n-1-de-27-de-outubro-de-2020-285609724&gt; acesso em 25.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O CNE\/CP N\u00ba 2,<\/strong> DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017. Institui e orienta a implanta\u00e7\u00e3o da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Acesso em &lt;https:\/\/normativasconselhos.mec.gov.br\/normativa\/view\/CNE_RES_CNECPN22017.pdf?query=curriculo&gt; acesso em 25.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. <strong>RESOLU\u00c7\u00c3O CNE\/CP N\u00ba 2,<\/strong> DE 22 DE DEZEMBRO DE 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Forma\u00e7\u00e3o Inicial de Professores para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e institui a Base Nacional Comum para a Forma\u00e7\u00e3o Inicial de Professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (BNC-Forma\u00e7\u00e3o). Acesso em &lt;https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/resolucao- n-2-de-20-de-dezembro-de-2019-*-242332819&gt; acesso em 25.06.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>CAVALCANTI, M. J. M. ; HOLANDA, P. H. C. ; TORRES, A. L. M. M<strong>.<\/strong> A perspectiva de Educa\u00e7\u00e3o Aberta desenvolvida pelo Laborat\u00f3rio de Pesquisa Multimeios\/FACED\/UFC.In: organiza\u00e7\u00e3o de Maria Juraci Maia Cavalcanti, Patr\u00edcia Helena Carvalho Holanda, Antonia Lis de Maria Martins Torres. (Org.). : <strong>Tecnologias da Educa\u00e7\u00e3o: <\/strong>passado, presente e futuro \/organiza\u00e7\u00e3o. 1ed.Fortaleza: Edi\u00e7\u00f5es UFC, 2018, v. 1, p. 1-343.<\/p>\n\n\n\n<p>CLARO, M. Metaverso e os poss\u00edveis impactos na educa\u00e7\u00e3o. <strong>ML not\u00edcias em EaD. <\/strong>2022. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.noticiasead.com.br\/noticias\/5665-metaverso-e-os-possiveis- impactos-na- educacao&gt; Acesso em 10.05.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>DENZIM, N.K.; LINCOLN, Y. S. <strong>O planejamento da pesquisa qualitativa<\/strong>: teorias e abordagens. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>FILATRO, Andrea; CAVALCANTI, Carolina Costa. <strong>Metodologias Inovativas na educa\u00e7\u00e3o presencial, a dist\u00e2ncia e corporativa<\/strong>. Saraiva: 2018.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da autonomia<\/strong>. Paz e Terra, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>GIL, Antonio Carlos.&nbsp;<strong>M\u00e9todos e t\u00e9cnicas de pesquisa social<\/strong>. 6. ed. S\u00e3o Paulo:<strong>&nbsp;<\/strong>Atlas, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Kolb, D. A. (1984). Experiential learning: Experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice-Hall.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00c9VY, Pierre. <strong>Cibercultura<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ed. 34, 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>LIB\u00c2NEO, J. <strong>Adeus professor, adeus professora?<\/strong>Novas exig\u00eancias educacionais e profiss\u00e3o docente. 9. ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>MICHAELIS. <strong>Dicion\u00e1rio<\/strong> <strong><em>online<\/em><\/strong>. 2020 Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/michaelis.uol.com.br\/&gt; Acesso em 10.05.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>MILL, Daniel. <strong>Escritos sobre educa\u00e7\u00e3o:<\/strong> desafios e possibilidades para ensinar e aprender e possibilidades tecnopedag\u00f3gicas. S\u00e3o Paulo: Papirus, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>MORAN, Jose. Metodologias ativas e modelos h\u00edbridos na educa\u00e7\u00e3o. <strong>Novas Tecnologias Digitais:<\/strong> Reflex\u00f5es sobre media\u00e7\u00e3o, aprendizagem e desenvolvimento. Curitiba: CRV, p. 23-35, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>RIBEIRO, Ana Elisa F. Tecnologia Digital. In: FRADE, Isabel C. A. S.; VAL, Maria G. C.; BREGUNCI, Maria G. C. (Orgs.).&nbsp;<strong>Gloss\u00e1rio CEALE:<\/strong> Termos de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Leitura e Escrita para Educadores. Centro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Leitura e Escrita &#8211; CEALE. Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG. Belo Horizonte: 2018 (online).<\/p>\n\n\n\n<p>ROCHA, S.S.D.&nbsp;O Uso do Computador na Educa\u00e7\u00e3o: A Inform\u00e1tica Educativa.<strong>&nbsp;Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico. <\/strong>N\u00b0 85. Junho de 2008. Ano VII. Dispon\u00edvel em &lt;http\/\/: www.revistaespacoacademico.com.br&gt; Acesso em 12.05.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>______. <strong>Processos Formativos e a Constitui\u00e7\u00e3o da Doc\u00eancia <\/strong><strong><em>Online<\/em><\/strong><em>: <\/em>O Universo Paralelo de Alice. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada ao programa de Pos-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade&nbsp; Estadual do Cear\u00e1, 2013. p.201.<\/p>\n\n\n\n<p>SAVIANI, Dermeval. <strong>Escola e Democracia<\/strong>: teorias da educa\u00e7\u00e3o, curvatura da vara,<\/p>\n\n\n\n<p>onze teses sobre educa\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica. 13. ed. Campinas, SP: Cortez Editora\/ Autores<\/p>\n\n\n\n<p>Associados, 1986. 96 p. (Cole\u00e7\u00e3o pol\u00eamicas do nosso tempo, v. 5).<\/p>\n\n\n\n<p>SAVIANI, Dermeval. <strong>Hist\u00f3ria das ideias pedag\u00f3gicas no Brasil<\/strong>. Autores Associados, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>SOBRAL, C. A. S.; ARA\u00daJO, M.S.; GON\u00c7ALVES, R.M. Do paradigma da forma\u00e7\u00e3o das escolas normais no Brasil aos paradigmas da forma\u00e7\u00e3o de professores na contemporaneidade. <strong>South American Journal,<\/strong> Rio Branco, Acre, 15 jul. 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo apresentado a Disciplina de Educa\u00e7\u00e3o Brasileira &#8211; FACED &#8211; UFC &#8211; PPGE Antonia Lis de Maria&nbsp; Martins Torres Sinara Socorro Duarte Rocha Bruna Rafaela Ara\u00fajo da Silva Marcos Antonio Rocha de Lima RESUMO O objetivo deste ensaio foi compreender &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.multimeios.ufc.br\/marcosrocha\/2022\/07\/22\/um-olhar-historico-sobre-o-papel-da-tecnologias-da-revolucao-industrial-a-revolucao-digital%ef%bf%bc\/\">Continuar lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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